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Mãe, são 6 anos e 7 meses que nos separamos. Ontem, eu estava pensando porque eu não fiquei com a senhora no seu último mês de vida. Eu me lembro que fui ao hospital, onde a senhora tinha passado uma noite, ajudei-a a tomar banho (pela primeira vez em minha vida) e voltei com a senhora para casa. Eu me lembro que a primeira coisa que a senhora fez quando chegou em casa foi ir ver meu pai, acamado há tanto tempo. Eu não desconfiei de nada. Talvez Deus tenha me preservado de entender a sua real situação de saúde. Fomos levá-la ao médico, Luiz Antônio e eu. Como era um gastro, ele achou que fosse vesícula e pediu os exames para uma provável cirurgia. Ela não queria ser operada. As coisas se acalmaram e eu me despedi da senhora. Eu não poderia ter feito isso. Eu teria que ter ficado, ficado com a senhora; poderia ter estado com a senhora na hora que passou mal e não estava. Quero te pedir perdão, mãezinha. Falo disso tudo e meus olhos ficam marejados de lágrimas. Uma situação que jamais vou esquecer, jamais vou entender o porquê de eu não ter tido a intuição de que seria seus últimos dias por aqui. Que a senhora esteja bem, em paz e na luz de Deus e de Nossa Senhora. Te amei enquanto vivemos nossa história afetiva "Mãe-Filha". Te amo até o infinito. Peço sua bênção, minha mãe. Mirinda
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